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segunda-feira, 7 de julho de 2008

Febre Aftosa: MT atinge índice histórico de 99,72% de cobertura vacinal


O Estado de Mato Grosso alcançou o maior índice de sua história, na cobertura vacinal contra a febre aftosa referente à segunda etapa de vacinação deste ano, de seu rebanho de bovinos e bubalinos de 0 a 24 meses de idade. Foi o que revelou o presidente do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso, Décio Coutinho em entrevista coletiva realizada na manhã desta sexta-feira (04/07), na sede do órgão, em Cuiabá.

Segundo ele, 99,72% dos rebanhos inclusos nesta faixa etária, ou 10.066.228 animais foram imunizados. “Este é o maior índice da história nesta etapa de maio (2ª) e demonstra o grau de responsabilidade do pecuarista mato-grossense”, afirmou Décio Coutinho ao acrescentar que a meta de centrar o trabalho nas regiões de fronteira também ficou acima do esperado, já que 100% dos rebanhos dos 12 municípios da região de Cáceres e que faz divisa com a Bolívia foram vacinados. Ele manifestou satisfação ao divulgar especialmente o índice da região de Cáceres, onde foram concentrados os maiores esforços. O Estado de Mato Grosso está há 12 anos sem registrar nenhum foco de febre aftosa.

Décio Coutinho lembrou que os índices de cobertura de todas as etapas sempre são progressivos e o fato deste ano ele superar em quase 0,5% o índice apresentado no ano passado referente à mesma etapa (99,23%) pode ser considerado um resultado muito bom. Ele destacou a importância dos parceiros neste trabalho.

O órgão investiu R$ 1,3 milhão no trabalho de acompanhamento, controle de comercialização e fiscalização das vacinas e foram utilizadas, ainda de acordo com Décio Coutinho, 13 milhões de doses de vacina. Sobre as parcerias ele fez questão de destacar sua importância na realização das etapas.

Décio Coutinho informou ainda que um grupo de trabalho integrado por técnicos do Indea e da MAPA deverá iniciar um estudo de avaliação de riscos para reduzir de Três para duas as etapas de vacinação contra a febre aftosa. Há um consenso de todos os órgãos de sanidade do país em unificar as etapas de vacinação para reduzir os custos dos programas.

“Hoje, somente Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul realizam o programa em três etapas, nos outros Estados elas são apenas duas”, observou. O presidente do Indea disse ainda que, caso o grupo de trabalho autorize a redução não haverá, a princípio, nenhum prejuízo na cobertura, já que os animais de 0 a 12 serão vacinados em maio e todos os rebanhos, em novembro. “Todos os animais seriam imunizados de qualquer forma. três etapas de vacinação da doença, atingindo todas as idades dos rebanhos.

Neste ano, a cobertura vacinal da primeira etapa realizada em fevereiro, em todo o território mato-grossense, alcançou 99,45% do rebanho do Estado – com idade de 0 a 12 meses. Em números, 5.142.633, das 5.171.040 cabeças existentes dos rebanhos bovinos e bubalinos receberam a vacina.

Ele informou também que o Indea considerou como satisfatória a cobertura vacinal que represente pelo menos 98% dos rebanhos e nesta fase, três municípios não atingiram este patamar. “Foram os municípios de Sorriso, Ipiranga do Norte e Itanhagá, que nós já notificamos e já estamos com equipe técnica que avalia os problemas que ocorreram visando a saná-los e proceder a cobertura que atenda aos 98% estabelecidos”, ressaltou. Em contrapartida, Décio Coutinho anunciou a criação de mais uma unidade do órgão no município de Novo Santo Antonio.

A pequena parcela de criadores que não realizou sua vacinação voluntária foi obrigado a fazê-lo de forma compulsória pelo Indea. Já que a função do Estado é dar a garantia a quem realizou sua obrigação de que os demais criadores também devem fazê-lo, quem deixa de realizar a vacinação dos animais nas suas propriedades está sujeito a sanções e as multas. “A multa constitucional é de R$ 59 por animal não vacinado e causa aborrecimento ao pecuarista, já que ele vai para a lista de dívida ativa e tem problemas com financiamentos por isso”, afirmou Décio Coutinho.

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