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terça-feira, 2 de junho de 2009

Compostagem: manejo e utilização na agricultura orgânica


A Embrapa Agrobiologia desenvolve experimentos sobre compostagem em sua Fazendinha Agroecológica Km 47, onde estudos vêm sendo desenvolvidos para tornar essa técnica ainda mais eficiente, adequando-a a diferentes realidades. Alguns agricultores, por exemplo, não possuem esterco animal na propriedade, mas podem fazer compostagem utilizando palhada de leguminosas. Ou ainda com resíduos regionais que estão sendo testados por outras Unidades da Embrapa para uso na produção de fruteiras.

A compostagem é um processo de preparo de fertilizante natural, o húmus, a partir de resíduos orgânicos – esterco do gado, palhas etc. O composto orgânico resultante pode ser aplicado no solo para melhorar suas características, sem riscos ao ambiente. Todo o processo envolve transformações extremamente complexas de natureza bioquímica, realizadas por milhões de microorganismos do solo que têm na matéria orgânica in natura sua fonte de energia, nutrientes minerais e carbono. O emprego de composto orgânico em uma propriedade é uma forma de reduzir o uso de insumos industrializados, priorizando os recursos naturais.

O uso do composto orgânico estimula o desenvolvimento das raízes das plantas, que se tornam mais capazes de absorver água e nutrientes do solo; aumenta a capacidade de infiltração e retenção de água, reduzindo a erosão; contribui para diminuição da acidez do solo; melhora a estrutura do solo e sua capacidade de retenção e fornecimento de nutrientes de forma gradativa, favorecendo a reprodução de microorganismos benéficos às culturas agrícolas.


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terça-feira, 26 de maio de 2009

Módulos de multiplicação de galinhas caipiras


Esta é uma versão avançada do Sistema Alternativo de Criação de Aves Caipiras. Os módulos de multiplicação de galinhas caipiras estão instalados em Teresina e no município de Santa Rosa do Piauí, no sul do estado, desde 2008. Ancorados em dois projetos financiados pelo Banco do Nordeste e Tesouro Nacional, os módulos, ou núcleos, estão estruturados numa área coberta de 42 metros quadrados, cada. O objetivo é resgatar a identidade dos grupos genéticos de galinhas originárias dos diversos ramos genealógicos introduzidos no Brasil a partir do descobrimento.

O trabalho consiste na avaliação das aves em termos de potencial produtivo. As que têm boa performance são melhoradas, através de seleção, e depois multiplicadas. Com a utilização de marcadores moleculares hipervariáveis, as galinhas são caracterizadas e os núcleos passam a gerar informações necessárias aos programas de melhoramento genético, manejo e conservação de grupos.

O coordenador do projeto, pesquisador Firmino José Vieira Barbosa, prevê, em cada núcleo, uma produção anual de pelo menos 15 mil ovos fertilizados. Eles serão transformados em pintos através de chocadeiras automáticas. Segundo o pesquisador, a produção atenderá ao planejamento dos criadores cadastrados.

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VIDEO 2

Tratamento da pitiose em equinos


Embrapa Pantanal divulga a tecnologia da vacina que cura a pitiose, doença que atinge humanos e animais, principalmente cavalos, também conhecida como "Ferida da Moda” e “Ferida Braba".

A pitiose é causada por um fungo que se desenvolve em locais alagadiços, especialmente nas regiões de clima tropical e subtropical. O Pantanal brasileiro é a região de maior ocorrência de pitiose equina no mundo, mas a doença ocorre em todo o país e causa prejuízos significativos na agropecuária.

O agente etiológico Pythium insidiosum resiste às drogas antifúngicas existentes e causa a morte ou invalidez na grande maioria dos casos. O objetivo da tecnologia foi pesquisar, desenvolver, testar e aperfeiçoar um método alternativo para o controle da doença, baseado no tratamento com um imunobiológico desenvolvido pela Embrapa Pantanal e UFSM (Universidade Federal de Santa Maria). O produto, popularmente chamado de vacina, é utilizado na cura da doença.

O medicamento é o Pitium Vac, lançado há nove anos, com recursos captados do Prodetab (Projeto de Apoio ao Desenvolvimento de Tecnologias). As pesquisas foram desenvolvidas na fazenda Nhumirim, da Embrapa Pantanal, e nos laboratórios da UFSM.

De acordo com levantamento da Embrapa Pantanal, até o momento pelo menos 251 produtores já adquiriram a Pitium Vac pelo menos uma vez. A redução de custo no tratamento foi de R$ 440 por animal.

A vacina ainda não é exportada, mas existe potencial para que seja usada em países onde ocorre a enfermidade, como Argentina, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Haiti, Panamá, Nicarágua, EUA (Flórida, Louisiana, Mississippi e Texas), Índia, Indonésia, Japão, Nova Guiné, Nova Zelândia, Coréia e Tailândia. Há possibilidade de adaptar essa tecnologia para o tratamento de humanos, também sujeitos à doença.

O produtor Urbano Gomes de Abreu disse que em áreas do Pantanal onde a cheia é mais expressiva e em fazendas mais suscetíveis à enchente, a pitiose equina pode atingir 10% da tropa.

O pecuarista Emílio César Miranda de Barros, ex-presidente do Sindicato Rural de Corumbá, já utilizou a vacina em sua tropa e aprovou os resultados. “É excelente. Antes a gente tratava cortando a ferida ou queimando. Quando estava no início, alguns animais saravam. Mas se a doença fosse avançada...” Emílio calcula que em uma de suas fazendas, de 120 cavalos, entre seis e oito apresentam a pitiose todos os anos. Ele estima um prejuízo aproximado de R$ 4,2 mil por ano, considerando o custo de cada animal a R$ 600. Outra vantagem da Pitium Vac, segundo Barros, é o preço. “Não é cara. Você aplica três doses e acabou!”

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segunda-feira, 25 de maio de 2009

Programa de controle da artrite encefalite caprina


A doença entrou no Brasil na década de 1980 por meio da importação de animais e sêmen contaminados, disseminou-se amplamente pelos plantéis de alto padrão genético e provoca grandes perdas na produção de leite. Os principais sintomas da doença são as lesões nas articulações, na glândula mamária, pulmões e, mais raramente, no sistema nervoso central e rins.

Para a enfermidade não existe cura ou vacina. Os pesquisadores da Embrapa Caprinos e Ovinos estudam, há 14 anos, programas de controle. As formas de diagnóstico também preocupam os pesquisadores que padronizaram o teste IDGA, aceito internacionalmente, que está em fase de análise para ser produzido em larga escala.

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Encefalite caprina VIDEO 1


Encefalite caprina VIDEO 2

sábado, 21 de março de 2009

Gestão sustentável de dejetos animais





Desde a década de 1980 o pesquisador Egídio Arno Konzen, da Embrapa Milho e Sorgo,
vem desenvolvendo estudos do perfil do solo em que se utilizam dejetos de animais como fertilizante. Este trabalho desenvolvido há sete anos em parceria com a Universidade de Rio Verde (Fesurv) e a Perdigão Agroindustrial, ambas localizadas em Rio Verde-GO, tem mostrado que a complementação da adubação com o biofertilizante possibilita efeitos positivos em diversas culturas, como no milho, na soja e em pastagens, além de possibilitar a substituição parcial da adubação química. “Os efeitos indesejados causados pelo uso dos dejetos como fertilizante do solo serão menores com a fermentação dos mesmos em um biodigestor”. “Daí a necessidade de aproveitamento do metano a partir do manejo dos dejetos por meio dos biodigestores”, completa.



Aplicação dos dejetos em área preparada para plantio de milho
Foto: Guilherme Viana / Embrapa Milho e Sorgo. Ao fundo, biodigestores para a produção do biogás e do biofertilizante. No primeiro plano, lagoas abertas para armazenamento de dejetos causando o desprendimento do metano
Foto: Guilherme Viana / Embrapa Milho e Sorgo.


O principal componente obtido da decomposição dos dejetos dos suínos – o metano – é considerado 21 vezes mais nocivo para a atmosfera que o gás carbônico. Tradicionalmente o armazenamento dos dejetos é feito em lagoas abertas causando sérios riscos ambientais pela grande quantidade de metano produzida. Biodigestores são tanques protegidos do contato com o ar atmosférico onde a matéria orgânica contida nos dejetos é metabolizada por bactérias anaeróbias. Neste processo são obtidos o biogás a partir do metano, fonte barata de energia, e o biofertilizante, que pode ser utilizado como insumo agrícola.


O desenvolvimento da suinocultura intensiva a partir da década de 1970, especificamente, chamou a atenção de empresas para o investimento na tecnologia dos biodigestores como forma de evitar a contaminação dos recursos naturais. A adoção de biodigestores nas regiões Sudeste e Centro-Oeste já é uma constante, uma vez que a legislação ambiental prevê estímulos a esta atividade através de financiamentos. A tecnologia segue as orientações do Protocolo de Kyoto, que incentiva a redução de emissão de gases de efeito estufa, programa denominado Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), destinado a países em desenvolvimento. Os investimentos na tecnologia são revertidos em créditos de carbono.

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segunda-feira, 9 de março de 2009

Culturas agrícolas de várzeas


Na Amazônia existem dois grandes ecossistemas diferenciados: várzeas e terra firme. O termo várzea é utilizado para designar áreas situadas às margens dos rios de água barrenta ou branca, sujeitas a inundações periódicas causadas pelas enchentes desses rios, que contribuem anualmente com novos depósitos de sedimentos, oferecendo uma camada de solo fértil para a agricultura. Terra firme é um termo genérico, usado na região, para designar locais que não sofrem inundações provocadas pelos rios.

As várzeas, em sua maioria, são áreas consideradas aptas para a prática agrícola, principalmente com culturas anuais e semi-perenes. Os pequenos produtores da Amazônia se utilizam dessas áreas para o cultivo de feijão, milho, arroz, mandioca e hortaliças, cuja produção excedente é vendida nas feitas das grandes cidades.

Diante dessa realidade, a Embrapa realiza pesquisa nas aéreas de várzea com essas culturas e possui índices que podem contribuir consideravelmente a produtividade dos jovens produtores e agricultores familiares. Podemos citar o exemplo da mandioca. A Embrapa recomenda a utilização de clones, associada às tecnologias indicadas, como manejo do solo e da planta, rotação de culturas, seleção de material de plantio, espaçamento, época de plantio e colheita, o que vem proporcionando ao produtor incremento na ordem de 294% com a espécie BRS-Purus, uma das mais promissoras espécies.

A seleção de variedades de milho e feijão, adaptadas às condições de várzea,tem contribuído para o aumento da produção no Estado do Amazonas, o que poderá ser adotada em outros estados da Região Norte.



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Uso do nim para controle da lagarta-do-cartucho do milho


O programa mostrará que a planta do nim, originária da Ásia e cultivada em vários países das Américas, África e Austrália, tem revelado acentuada atividade inseticida para várias espécies de pragas, incluindo a lagarta-do-cartucho, a que mais ataca a cultura do milho no Brasil. O pesquisador convidado, Paulo Afonso Viana, explicará como as substâncias encontradas no nim são eficazes contra a lagarta, além de mostrar os processos de produção e aplicação do inseticida biológico. A utilização do extrato de nim na dieta de lagartas criadas em laboratórios da Embrapa Milho e Sorgo apresentou eficiência de 100% no controle da praga. Ele também responderá, ao vivo, as perguntas dos telespectadores.

APELO AMBIENTAL – A lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) é a mais importante praga do milho no Brasil. O seu ataque ocorre em todos as etapas de desenvolvimento do milho, cujas perdas podem reduzir a produção em até 38%. O controle dessa lagarta tem sido realizado com inseticidas sintéticos, geralmente de custo elevado, com alto risco de toxicidade e de contaminação ambiental. O uso de extratos de plantas podem ser alternativas a esses inseticidas. Podem contribuir também para a redução dos custos de produção das lavouras, diminuindo os riscos ambientais e a dependência dos inseticidas sintéticos.

Paulo Viana conta que o efeito toxicológico do nim é bastante seguro para o homem. "Estamos na fase de encontrar um pacote tecnológico para pequenos agricultores, definindo o número de aplicações e equipamentos corretos".

O Dia de Campo na TV também apresenta outros assuntos nos quadros que estrearam este ano: Falando Sobre, Na Prática, Terra Saudável, Conhecendo a Embrapa, Sempre em Dia e Perguntas & Respostas.

Além desse tema principal, o programa apresenta outros assuntos em seus novos quadros que estrearam este ano: Falando Sobre, Na Prática, Terra Saudável, Conhecendo a Embrapa, Sempre em Dia e Perguntas & Respostas.


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Floresta energética contra o desmatamento


Com a finalidade de atender a demanda por lenha de forma contínua e sustentável, diminuindo a pressão sobre as florestas nativas, a Embrapa Amazônia Ocidental desenvolve pesquisa com as espécies Acacia mangium, Acacia auriculiformis, Sclerolobium paniculatum (taxi-branco) e Bambusa vulgaris var. vitatta (bambu), que também foram instaladas em áreas de produtores rurais no município de Iranduba (distante 22 km de Manaus).

O estudo busca alternativas ao uso sistemático da floresta nativa, que é usada para abastecer os fornos das olarias da região, onde está situado o principal pólo oleiro do Amazonas e cujo segmento desempenha papel de destaque na economia local.


Os resultados experimentais mostraram que as espécies de Acacia spp. e entre as nativas o taxi-branco apresentaram melhor desempenho no crescimento em altura e diâmetro. O setor oleiro de Iranduba consome em média 3,3 estéreos de lenha por milheiro de tijolo produzido. Este consumo se reduz para 0,8 estéreos de lenha quando se utiliza Acacia spp.

A Embrapa espera, como produto final da pesquisa, determinar todos os índices técnicos para recomendar um sistema de produção florestal com fins energéticos e, assim, atender à demanda por lenha de forma contínua e sustentável. O uso desta tecnologia resultará em impacto positivo para a economia da região, com a conseqüente redução das taxas de desmatamento nos municípios e o estabelecimento de florestas energéticas em regime de produção sustentável.

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Oleaginosas na Agricultura Familiar


Para inserir a agricultura familiar na promissora cadeia do biodiesel, a Embrapa está desenvolvendo ações de capacitação de agricultores do Semi-Árido nordestino, nos estados de Pernambuco e Paraíba, e no Alto Solimões no Amazonas. As ações de treinamento envolvem famílias de agricultores, técnicos e lideranças do meio rural, inclusive jovens assentados da reforma agrária.

As variedades de mamona desenvolvidas pela Embrapa Algodão (Campina Grande/PB) e pela Embrapa Semi-Árido (Petrolina/PE) e as de dendê, melhoradas pela Embrapa Amazônia Ocidental (Manaus/AM), chegam aos agricultores por meio do trabalho da Embrapa Transferência de Tecnologia. A partir da capacitação, o segmento passa a ter acesso a material de qualidade, o que possibilita ampliar sua renda, entre outros benefícios.


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Monitoramento comunitário da água


A água doce disponível no planeta está se tornando um bem cada dia mais precioso. Vários fatores convergem para um quadro grave de escassez, como o aquecimento global, as agressões ao meio ambiente, o desperdício e o mau uso.
Para reverter esta situação e diminuir o impacto da degradação dos recursos hídricos, é essencial a conscientização e o envolvimento da comunidade.

Pensando nisso, a Embrapa Agroindústria Tropical iniciou em 2005 um projeto de gestão de fontes hídricas em microbacias hidrográficas, voltado para a melhoria da qualidade de vida de comunidades rurais. A metodologia usada é a dos Vigilantes da Água, baseada na formação e capacitação de grupos comunitários de voluntários para o monitoramento participativo da qualidade da água. Os voluntários são responsáveis por fazer a coleta de amostras de água em açudes e cisternas.

A comunidade é mobilizada para achar as soluções que minimizem os impactos. Na comunidade de Muquém, por exemplo, os voluntários estão fazendo um trabalho de conscientização, retirando o lixo do entorno do açude e não permitindo que animais freqüentem o local. Além disso, são feitas campanhas periódicas, alertando para as conseqüências danosas à saúde e ao meio ambiente. “Com o monitoramento participativo do nosso reservatório, está sendo possível preservar o espaço como fator de melhoria da condição de vida na nossa região”, avalia o morador de Muquém e voluntário do projeto Vigilantes da Água, Moésio Lopes.

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Biofortificação da banana


A biofortificação é um novo paradigma para a agricultura e uma ferramenta para melhorar a saúde humana. Essa ciência se baseia no desenvolvimento de estratégias biotecnológicas para a biofortificação de alimentos em geral.

O projeto, desenvolvido pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia em parceria com a Embrapa Hortaliças, Mandioca e Fruticultura Tropical e Agroindústria de Alimentos, é coordenado pela pesquisadora Damares de Castro Monte e tem como objetivo aumentar a quantidade de vitaminas e minerais de alimentos acessíveis à população. Para chegar a esse resultado, os cientistas vão investir na geração de ferramentas moleculares que permitam a biofortificação, a partir do isolamento, clonagem e caracterização de genes encontrados na natureza.

Um dos principais focos da pesquisa, como explica a pesquisadora, é aumentar o teor de carotenóides na banana nanica, que é a variedade mais consumida em todo o mundo. Os carotenóides são moléculas precursoras de vitamina A no organismo humano, fundamental para a saúde, especialmente no que se refere à visão, e cuja falta pode levar à cegueira.

Os estudos de caracterização genética desenvolvidos até o momento permitiram observar que algumas bananas nativas podem ter níveis tão altos de carotenóides que chegam a ser próximos aos encontrados na cenoura.

As pesquisas estão sendo iniciadas com banana, que é uma fruta de enorme importância social no Brasil, já que é fundamental para a complementação da dieta alimentar das populações de baixa renda, além de gerar mais de 500 mil empregos diretos no país. Praticamente toda a produção nacional dessa fruta destina-se ao mercado interno.

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Multiplicação rápida de mandioca

A produção é da Embrapa Informação Tecnológica (Brasília – DF), em parceria com a Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical (Cruz das Almas - BA), unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

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Produção de queijo coalho


A produção rural de queijos, como o queijo coalho, participa consideravelmente na economia dos estados do Nordeste, sendo significativa na formação de renda dos produtores de leite, em especial daqueles que não têm acesso às usinas de beneficiamento.
Embora a legislação brasileira estabeleça que o leite utilizado na fabricação de queijos deva ser submetido à pasteurização ou a tratamento térmico equivalente, na maioria dos casos isso não acontece.

A pasteurização destrói a microbiota natural do leite, responsável pelas características organolépticas do queijo. Além disso, o uso de fermento lático comercial em queijos fabricados a partir de leite pasteurizado resulta na perda das características típicas dos diversos tipos de queijos, quando comparados aos produtos fabricados a partir de leite cru. Selecionar cepas que sejam parte da microbiota presente no leite cru e nos queijos artesanais, de modo a obter fermentos láticos especificamente preparados para adição ao leite tratado termicamente tem sido uma opção para minimizar o problema.

Nesse sentido, a Embrapa Agroindústria Tropical desenvolveu algumas ações, a partir do projeto “Desenvolvimento e adequação de tecnologias, práticas e processos para agregação de valor e preservação de identidade de queijos regionais, visando sua certificação”, financiado pelo PRODETAB, que enfocou aspectos como isolamento de bactérias ácido-láticas de queijos; caracterização da diversidade da microbiota lática; determinação das propriedades tecnológicas dos isolados; identificação bioquímica dos microrganismos e seleção de bactérias com potencial para serem utilizadas na elaboração de fermento lático para queijos de coalho


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Processamento de pimentas


Originárias do continente americano, as pimentas do gênero Capsicum são cultivadas em todo o território nacional, constituindo-se em um negócio de crescente importância, que envolve diversos segmentos, desde pequenos produtores, até multinacionais. Atualmente, a pimenta é a segunda hortaliça mais exportada do Brasil, atrás apenas do melão, contribuindo com 13,5% do valor total das nossas exportações de hortaliças.

Além da venda do produto in natura, o processamento de pimentas para a produção de molhos, conservas, entre outros produtos, é outra opção que o agricultor tem para agregar valor à produção.

O programa desta sexta-feira vai mostrar um pouco do trabalho que a Embrapa Hortaliças realiza há 28 anos. Serão abordados temas como a preservação de espécies, técnicas de cultivo, novos materiais, além de técnicas para garantir a qualidade de produtos processados.


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Manejo agroecológico com algodão no Semi-Árido


O Manejo Agroecológico com Algodão no Semi-árido é um projeto que ensina os agricultores nordestinos a produzir algodão sem uso de veneno, desenvolvido pela Embrapa Algodão em parceria com associações e cooperativa da agricultura familiar, ONG ARRIBAÇÃ, MDA, MCT, AS-PTA, ONGIFA, PATAC, EMATER-PB, Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Remígio-PB, Cassarengue-PB, Solânea-PB e Pólo Sindical da Borborema.

“O projeto tem como objetivo divulgar de forma participativa o desenvolvimento dos sistemas produtivos, tendo como matriz produtiva a agroecologia", diz o pesquisador responsável pela experiência, Melchior Batista. "No momento estamos trabalhando a transição agroecológica das unidades de produção familiar, tendo como ponto de partida a cultura do algodão que tradicionalmente e culturalmente esteve presente no seio da agricultura familiar da região. Portanto, retomar, estimular e gerar renda através do cultivo do algodão agroecológico nas unidades de produção familiar da região é a estratégia da transição agroecológica”.

No ano de 2006, o projeto teve a participação de 18 famílias de agricultores. Estes foram inseridos em um processo de formação que discutiu as questões sobre uma agricultura livre de agrotóxicos e de queimadas. A forma de comercialização está sendo construída e exercitada pelos agricultores familiares com apoio das instituições de assessoria com as empresas do setor têxtil como YD Confecções, de São Paulo e Coopnatural, da Paraíba.

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Forrageiras alternativas para feno


A produção de feno a partir de forrageiras alternativas faz parte de um projeto desenvolvido pela Embrapa Pantanal, com apoio da Petrobras, estruturou assentamentos da região de Corumbá (MS) para produzir a suplementação alimentar para o gado no período de seca. O pesquisador Frederico Lisita será entrevistado no programa. Ele coordena o projeto desde 2007 e já implantou nove secadores solares em assentamentos. Ele conduziu dias de campo nesses assentamentos para transferir a tecnologia e a instalação de unidades de observação.

De uma forma bastante ilustrativa, o zootecnista recorre à fábula "A cigarra e a formiga" para mostrar aos pequenos produtores a importância de estocar alimentos para o gado no inverno.

Frederico indica várias alternativas de alimentação, mas destaca os resultados do feno, uma opção mais barata e que aproveita recursos forrageiros disponíveis na região, como a bocaiúva, o algodão de seda, a mandioca, o capim elefante, a leucena e outras. Segundo Frederico, a fenação é o processo de triturar e desidratar as forrageiras sob ação do sol e do vento para conservá-las e servir aos animais durante a estiagem.


O projeto também garantiu a instalação de trituradores de forragens e a construção de secadores solares (semelhantes a terreiros de café) para grupos de produtores. Toda essa estrutura tem uso coletivo e os produtores ajudaram na instalação e na manutenção do equipamento. Nos dias de campo, Frederico demonstrou na prática como as forrageiras devem ser cortadas, trituradas e secadas. A cada duas ou três horas, o material deve ser revolvido para que a secagem ocorra por igual.

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Bebida para hidratação e reposição de sais minerais


A bebida para hidratação e reposição de sais minerais será muito útil para esportistas e trabalhadores que realizam grande esforço físico e, conseqüentemente, suam bastante. A bebida à base de frutas (caju e acerola) foi desenvolvida pela Embrapa Agroindústria de Alimentos. É produto de pesquisas utilizando a tecnologia de separação por membranas, especificamente, a microfiltração. Esta é uma tecnologia limpa de processamento de alimentos, que preserva o sabor e as características nutricionais das matérias-primas e poupa energia, por ser conduzida à temperatura ambiente.

Além de fornecer os sais e carboidratos necessários à hidratação de praticantes de atividades físicas intensas, o repositor é fonte de vitamina C e apresenta teores deste nutriente da ordem de 300 mg/100g. A formulação foi definida com base em testes sensoriais e nos padrões recomendados pela literatura especializada para repositores hidroeletrolíticos. A microfiltração, um dos processos de separação por membranas, também contribui para a conservação dos produtos: as enzimas e microrganismos responsáveis pela degradação dos alimentos são retidos, propiciando maior vida de prateleira aos produtos.

O produto é mais uma opção de negócio para os produtores de caju e de acerola e para os empreendedores da área de bebidas, num dos segmentos do mercado de bebidas não-alcoólicas que mais tem crescido: foi de 23% a evolução do consumo de isotônicos de 2005, quando foram consumidos 41,2 milhões de litros, para 2006, ano em que foram consumidos 50,8 milhões de litros, segundo dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, FIPE.

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Potencialidades da canola na produção de biodiesel


A canola é uma oleaginosa de inverno, desenvolvida por melhoramento genético convencional de colza. Apesar dos inúmeros aspectos positivos no consumo da canola na alimentação, um novo cenário começa a abrir mercado para a cultura: o biodiesel. Os grãos de canola produzidos no Brasil possuem 38% de óleo, aproximadamente o dobro dos 18% da soja. A transformação da canola em biocombustível permite aproveitar os grãos que sofreram excesso de chuva na colheita, seca, ou outros fatores que comprometem a qualidade para comercialização.

Na Embrapa Trigo as pesquisas e experiências com a produção e uso de óleo de colza como combustível, iniciadas nos anos 1980, foram interrompidas na década de 1990 após o abrandamento da crise do petróleo e conseqüente alteração de prioridades governamentais. No final dos anos 1990, retomou-se a pesquisa com essa cultura, exclusivamente com o padrão canola. Atualmente, com a demanda pelos biocombustíveis, essa cultura conta com um novo incentivo de produção. O óleo de canola é o mais utilizado na Europa para produção de biodiesel e constitui padrão de referência naquele mercado.
O cultivo de canola possui grande valor sócio-econômico por possibilitar a produção de óleos vegetais no inverno, vindo se somar à produção de soja no verão, e assim, contribuir para otimizar os meios de produção (terra, equipamentos e pessoas) disponíveis. A grande disponibilidade de áreas adequadas ao cultivo de canola no estado do Rio Grande do Sul (RS), é ilustrada pelo fato de que o RS cultiva atualmente área bem inferior aos 2 milhões de hectares de trigo que já cultivou no passado. Portanto, a produção de canola nestas áreas poderá permitir a expansão da produção de óleo para utilização como biodiesel, além de expandir o emprego desse óleo para consumo humano e contribuir decisivamente para tornar o Brasil em um importante exportador desse produto.

A canola é a terceira maior commoditie mundial, respondendo por 16% da produção de óleos vegetais, logo atrás da soja (33%) e da Palma (34%), além do óleo de canola ser também o terceiro mais consumido. Os principais produtores são China, Índia, Canadá e Austrália, onde a oleaginosa é cultivada em altas latitudes. A introdução da canola em baixas latitudes é uma experiência pioneira no mundo, realizada em colaboração com empresas interessadas em canola, que está promovendo o cultivo na região Centro-Oeste, a partir de genótipos menos sensíveis a fotoperíodo, uma tropicalização da cultura. Experimentos bem sucedidos têm sido realizados em GO e MG, apontando a canola como um grande potencial na expansão do agronegócio do Cerrado, como cultivo de safrinha.


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Princesa: nova cultivar de banana tipo maçã

A banana é uma das frutas mais cultivadas do mundo e tem grande aceitação pela população, sendo a banana-maçã uma das preferidas. O problema é que o plantio desta variedade tem diminuído em todo o país por causa do ataque de doenças. Neste sentido, a Cultivar Princesa apresenta a vantagem de ter sabor muito semelhante ao da banana-maçã e ser tolerante ao Mal-do-Panamá e resistente à Sigatoka-Amarela, que são as principais doenças que atacam esta cultura.

A Banana Princesa foi desenvolvida pela Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical (Cruz das Almas – BA), em parceria com a Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju – SE). A nova cultivar é recomendada para o Baixo São Francisco, em Sergipe e Alagoas, e para o Recôncavo Baiano. A Princesa, cujo código de melhoramento é YB42-07, foi avaliada na área experimental de Propriá (SE) e em Cruz das Almas. Nas duas localidades, a Princesa apresentou produtividade em torno de 15 a 20t por hectare. Podendo, dependendo do manejo da cultura, alcançar a produtividade de 25t por hectare.

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Minimilho: cultivo e uso na alimentação

O minimilho nada mais é do que a espiga jovem do milho, colhida antes da polinização, ou seja, antes da formação dos grãos. A condução da lavoura do minimilho tem algumas diferenças em relação à lavoura de milho para grão. A maior delas é quanto a densidade de semeadura. No caso do minimilho, a semeadura pode ser até três vezes maior do que quando se planta milho para grão. Conforme a região, a cultivar escolhida e as condições de solo e clima, podem ser feitos até cinco plantios de minimilho no mesmo ano.

O minimilho pode ser vendido em conserva ou in natura, distribuído em pequenas bandejas. Nas duas formas, cuidados especiais devem ser tomados nas agroindústrias ou pelo produtor rural, quando o produto é manipulado.


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