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sábado, 21 de março de 2009

Gestão sustentável de dejetos animais





Desde a década de 1980 o pesquisador Egídio Arno Konzen, da Embrapa Milho e Sorgo,
vem desenvolvendo estudos do perfil do solo em que se utilizam dejetos de animais como fertilizante. Este trabalho desenvolvido há sete anos em parceria com a Universidade de Rio Verde (Fesurv) e a Perdigão Agroindustrial, ambas localizadas em Rio Verde-GO, tem mostrado que a complementação da adubação com o biofertilizante possibilita efeitos positivos em diversas culturas, como no milho, na soja e em pastagens, além de possibilitar a substituição parcial da adubação química. “Os efeitos indesejados causados pelo uso dos dejetos como fertilizante do solo serão menores com a fermentação dos mesmos em um biodigestor”. “Daí a necessidade de aproveitamento do metano a partir do manejo dos dejetos por meio dos biodigestores”, completa.



Aplicação dos dejetos em área preparada para plantio de milho
Foto: Guilherme Viana / Embrapa Milho e Sorgo. Ao fundo, biodigestores para a produção do biogás e do biofertilizante. No primeiro plano, lagoas abertas para armazenamento de dejetos causando o desprendimento do metano
Foto: Guilherme Viana / Embrapa Milho e Sorgo.


O principal componente obtido da decomposição dos dejetos dos suínos – o metano – é considerado 21 vezes mais nocivo para a atmosfera que o gás carbônico. Tradicionalmente o armazenamento dos dejetos é feito em lagoas abertas causando sérios riscos ambientais pela grande quantidade de metano produzida. Biodigestores são tanques protegidos do contato com o ar atmosférico onde a matéria orgânica contida nos dejetos é metabolizada por bactérias anaeróbias. Neste processo são obtidos o biogás a partir do metano, fonte barata de energia, e o biofertilizante, que pode ser utilizado como insumo agrícola.


O desenvolvimento da suinocultura intensiva a partir da década de 1970, especificamente, chamou a atenção de empresas para o investimento na tecnologia dos biodigestores como forma de evitar a contaminação dos recursos naturais. A adoção de biodigestores nas regiões Sudeste e Centro-Oeste já é uma constante, uma vez que a legislação ambiental prevê estímulos a esta atividade através de financiamentos. A tecnologia segue as orientações do Protocolo de Kyoto, que incentiva a redução de emissão de gases de efeito estufa, programa denominado Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), destinado a países em desenvolvimento. Os investimentos na tecnologia são revertidos em créditos de carbono.

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