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segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Quarentenário em suinocultura

Luiz Eduardo Ristow*

Introdução

A quarentena consiste em se manter isolados e em observação animais recém-adquiridos, aparentemente sadios, mas que potencialmente podem ser portadores de eventuais difusores de agentes patogênicos. Independente da origem, todos os animais adquiridos devem ser considerados suspeitos.


A quarentena deve manter o animal isolado, por um período não necessariamente de 40 dias, como o nome sugere, mas o suficiente para cobrir o período de incubação daquelas doenças que se está monitorando; e ainda ser economicamente viável. O período de incubação das doenças dos suínos e bastante variável, tendo as principais, um período de incubação de duas a dez semanas.

Cuidados a serem respeitados nas granjas
Deve-se, como medidas de biossegurança, providenciar vestiário com chuveiros diferenciados, uniformes e botas exclusivos do quarentenário, desejável que os funcionários responsáveis pelo quarentenário não sejam os mesmos que trabalham nos demais setores da granja, dentre outros.

Autores sugerem que um período de seis semanas seria o ideal, suficiente para atender o período de incubação de várias doenças e possível de se realizar na prática.

Quanto a introdução de novos machos no plantel, é sugerido que o quarentenário seja isolado e distante da Central de Inseminação, atenda a normas rígidas de acesso de pessoas e veículos e opere estritamente no sistema todos-dentro/todos-fora.

A quarentena é um ponto essencial de proteção para as granjas de produção. É sugerido que para granjas de lotes, a introdução de marrãs seja feita a cada seis semanas. O quarentenário deve ser localizado na periferia da granja, do lado oposto dos ventos predominantes. Os primeiros 15 dias, consistem na fase de observação dos animais, que devem estar totalmente isolados do resto da granja, sendo que algumas enfermidades podem ser observadas nesse período.

Posteriormente, aproximadamente de 25 a 30 dias, os animais devem gradativamente, serem desafiados aos microorganismos existentes na granja. Este desafio é realizado com a introdução de uma matriz adulta na baia de quarentena. O exame clínico completo deve ser feito somente por Médico Veterinário, na chegada dos animais é coletado soro sanguíneo para análises laboratoriais.

Os animais deverão ser vacinados contra doenças endêmicas existentes na granja, assim como receber vacinação de rotina da granja.

Conclusão
Apesar de aumentar a segurança, a quarentena não garante a total eliminação do risco de introdução de patógenos no sistema de produção, muitos animais podem ser portadores de agentes infecciosos ou até mesmo devido a períodos insuficientes de quarentena.

- Animais recém introduzidos na granja sempre devem ser considerados suspeitos;
- Para alcançar o objetivo da produção suinícola, critérios rígidos devem ser seguidos no quarentenário;
- O período de permanência dos animais na quarentena é variável entre os autores, sendo nossa sugestão um período entre 30 a 40 dias;
- O uso de quarentenário na suinocultura, respeitando-se as normas de biossegurança, reduz consideravelmente o risco de introdução de doenças infecto-contagiosas.




Fonte : Ristow, L.E; Menegutti, A.P. Quarentenário em Suinocultura - Revisão de Literatura, Revista Pork World.

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